quarta-feira, 4 de junho de 2014

Reitora da UFV visita Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata





Na última sexta-feira, dia 30 de maio, a Magnífica Reitora da Universidade Federal de Viçosa (UFV) Nilda de Fátima Soares visitou o Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata (CTA-ZM). A visita foi um importante momento da reitora da UFVconversar com as agricultoras familiares da região.
 Na oportunidade aconteceu o III módulo do Programa de Formação Feminismo e Agroecologia, com o tema “Economia Feminista, Economia Solidária e Políticas Públicas”.
 O Programa de Formação Feminismo e Agroecologia (PFFA) é uma metodologia do projeto Mulheres e Agroecologia em Rede que encerrou esta atividade na semana passada, com a formatura da última turma de Acaiaca e Diogo de Vasconcelos.
Uma das dinâmicas utilizadas no módulo foi a “Roda Viva”, que contou com a participação da reitora Nilda de Fátima Soares, da nutricionista e professora Silvia Priori, da Pró-reitoria de Assuntos Comunitários e do técnico do CTA-ZM Glauco Regis.
Na dinâmica, as agricultoras familiares participantes do projeto puderam conhecer e conversar com os convidados, que abordaram o tema das políticas públicas, em destaque o PAA e o PNAE. A reitora Nilda e a nutricionista Silvia explicaram sobre como a UFV está comprando produtos para o restaurante universitário diretamente das agricultoras familiares.
Segundo a reitora, o objetivo é atender parte da demanda do restaurante universitário do campus Viçosa. Um sábado por mês, as agricultoras familiares da região fornecem produtos oriundos da agricultura familiar, já estão sendo adquiridos pó de café, feijão e banana prata.

Ela destacou que a iniciativa é um sonho realizado, de trazer o produto das agricultoras familiares da região para os estudantes, que correspondem a 99% do público dos restaurantes universitários. Ela ressaltou ainda, que se trata do início de um projeto e, por isso, ainda são poucos os produtos selecionados. Isso se justifica até mesmo para que os agricultores possam se organizar para atender à demanda da UFV. A reitora acredita que a quantidade e a variedade dos produtos serão aumentadas com o tempo.

MULHERES DE DIOGO DE VASCONCELOS E ACAIACA ENCERRAM TERCEIRO MÓDULO DE PFFA

            Aconteceu entre os dias 29 e 31 de maio, no Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata (CTA-ZM), o Programa de Formação Feminismo e Agroecologia (PFFA). A turma composta por mulheres das cidades de Acaiaca e Diogo Vasconcelos encerrou as atividades do terceiro módulo do PFFA.
Cerca de trinta mulheres participaram deste último módulo, com o tema “Economia Solidária, Economia Feminista e Políticas Públicas”, as atividades procuraram destacar o potencial de produção da mulher rural e, desta forma, promover a autonomia das mesmas em suas casas e comunidades.
O programa iniciou a formação com a dinâmica “Supermercado Compre Mais”, onde simulou-se um supermercado e nele, as mulheres deveriam comprar aquilo que suas propriedades não fornecessem. Após as compras das mulheres, a nutricionista Regina Oliveira analisou todos os produtos “comprados” e destacou os efeitos dos produtos industrializados ao corpo humano.    
Dentre outras atividades, destacou-se a presença da Magnífica Reitora da Universidade Federal de Viçosa, Nilda de Fátima Soares. A Reitora participou da atividade “Roda Viva”, que coloca mulheres rurais e outros profissionais ligados à área para discutirem o trabalho feito e as ações a serem implementadas para a melhoria do trabalho realizado pelas agricultoras familiares.
O PFFA, encerrando as atividades, promoveu também a formatura das mulheres participantes, que receberam um portfólio com o registro da participação delas nos outros módulos do programa.
A agricultora Maria da Conceição Caetano, do município de Acaiaca, disse que conseguiu, através dos programas de formação, “consegui entender que a mulher tem valor pelo serviço que ela faz no fundo de quintal. Isso, para gente, ajuda a dar sentido e valor à vida da gente”. Em visita à Rede Raízes da Mata ela ainda falou:  “Nós, pequenos agricultores, não temos facilidade de comercializar nossos produtos. Essas iniciativas como a Rede servem como uma solução pra isso”.



COMEÇOU O PROGRAMA DE FORMAÇÃO EM GESTÃO DE EMPREENDIMENTOS - PFG - DO PROJETO MULHERES E AGROECOLOGIA EM REDE

Teve início na manha de ontem, dois de junho, no Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata, o Programa de Formação em Gestão de Empreendimentos, PFG. O curso faz parte das atividades do Projeto Mulheres e Agroecologia em Rede e vai trabalhar com representantes de grupos produtivos de mulheres.
Um dos grandes desafios enfrentados pelos empreendimentos econômicos populares é de conhecer as condições que precisam ser atendidas para que seu empreendimento alcance bom nível de sustentabilidade. Neste sentido o PFG foi pensado com base em uma metodologia de formação apropriada à realidade específica de cada tipo de empreendimento, composto por agricultoras, e terá como foco a viabilidade econômica, a gestão democrática e a comercialização de empreendimentos associativos. Ele será realizado em dois módulos de cinco dias cada. Os módulos serão realizados nas dependências do CTA-ZM, em Viçosa. O segundo módulo está previsto para o mês de setembro de 2014.
O curso foi elaborado pelo CTA-ZM em parceria com a CAPINA, uma associação civil sem fins lucrativos, fundada, no Rio de Janeiro, em 1988, que tem como missão atuar no campo da Economia dos Setores Populares buscando a afirmação da cidadania dos trabalhadores e trabalhadoras.
Neste sentido, o curso busca qualificar empreendimentos econômicos populares e seus assessores, com vistas à construção das condições necessárias à sustentabilidade das iniciativas.





quarta-feira, 28 de maio de 2014

CTA e União Europeia Comemoram Prêmio ODM BRasil

O projeto Mulheres e Agroecologia em Rede recebeu o troféu da 5ª Edição do Prêmio ODM Brasil: Objetivos de Desenvolvimento do Milênio da Secretaria Geral da Presidência da República e do PNUD, e também já havia sido agraciado com o prêmio ODM Minas – 1ª Edição em março desse ano. A agricultora familiar e beneficiária do projeto, Renata Vilete, recebeu das mãos da presidenta Dilma Roussef o troféu ODM Brasil, em nome do Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata.
Em vista da premiação do projeto, o Ministro Conselheiro da União Europeia, o senhor Gerôme Poussielgue, convidou a equipe do projeto Mulheres e Agroecologia em Rede para um almoço de congratulações. Na oportunidade o ministro Gerôme pode conhecer a equipe e conversar com umas das beneficiárias, que aproveitou apara relatar as transformações que o projeto tem proporcionado em sua vida. “A iniciativa do projeto tem sido muito importante em minha vida e na de muitas outras mulheres, pela conquista de autonomia, pela ocupação dos espaços políticos e pelo desenvolvimento da agroecologia nos territórios, que tem permitido a geração de renda e a nossa permanência no meio rural”.
O Projeto Mulheres e Agroecologia em Rede é uma parceria do CTA/ZM com o Grupo de Trabalhos de Mulheres da Articulação Nacional de Agroecologia, com o Movimento de Mulheres da Zona da Mata e Leste de Minas, com a Rede de Mulheres Empreendedoras Rurais da Amazônia, com a Rede de Mulheres Produtoras do Nordeste, com o Movimento de Mulheres Camponesas, com o Grupo de Trabalho em Gênero e Agroecologia e com a ONG Capina. É financiado pela União Europeia com apoio da Action Aid Brasil, Pão Para o Mundo, Oxfam, Petrobras e Fundo Socioambiental da Caixa Econômica Federal.

CTA-ZM RECEBE PRÊMIO DAS MÃOS DA PRESIDENTA DILMA ROUSSEFF

Entre os dias 21 e 23 de maio, o Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata (CTA-ZM), através do Projeto Mulheres e Agroecologia em Rede, esteve presente no evento Arena da Participação Social, em Brasília, para discussões sobre os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, a construção da Agenda Pós-2015 e o II Seminário Internacional do Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil.




Para Elisabeth Maria Cardoso, coordenadora do Projeto Mulheres e Agroecologia em Rede, o evento foi uma grande oportunidade de dar visibilidade ao projeto e, ao mesmo tempo, conhecer as outras práticas finalistas.
Durante o evento, o projeto Mulheres e Agroecologia em Rede, que já havia sido agraciado com o prêmio ODM Minas – 1ª Edição em março desse ano, recebeu  o troféu da 5ª Edição do Prêmio ODM Brasil: Objetivos de Desenvolvimento do Milênio da Secretaria Geral da Presidência da República e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento ( PNUD).
O Prêmio ODM Brasil, iniciativa pioneira no mundo, incentiva ações, programas e projetos que contribuem efetivamente para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. Os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) foram definidos pela Organização das Nações Unidas (ONU), no ano de 2000, com a intenção de tornar o mundo melhor e mais justo até 2015.
A agricultora familiar e beneficiária do projeto, Renata Vilete, recebeu das mãos da presidenta Dilma Roussef o troféu ODM Brasil, em nome do Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata.
Renata afirma que a iniciativa do projeto tem sido muito importante em sua vida e na de muitas outras mulheres “pela conquista de autonomia, pela ocupação dos espaços políticos e pelo desenvolvimento da agroecologia nos territórios, que tem permitido a geração de renda e a nossa permanência no meio rural”.

Em seu discurso, a presidenta Dilma Rousseff enfatizou que, “celebrar a participação da sociedade é celebrar a democracia, é celebrar as transformações profundas. Além disso, é celebrar a única condição de mudar este país.”. A presidenta também destacou a importância do papel das Organizações Não Governamentais na parceria pela participação social. Ela fez um balanço dos ODMs e enfatizou o combate à fome e o programa Brasil Sem Miséria. “Eu tenho muito orgulho dos ODMs, nós cumprimos muito mais do que a meta, não por conta de um padrão, que é importante, mas porque fomos além, contamos com a participação do povo”. O Projeto Mulheres e Agroecologia em Rede é uma parceria do CTA/ZM com o Grupo de Trabalhos de Mulheres da Articulação Nacional de Agroecologia, com o Movimento de Mulheres da Zona da Mata e Leste de Minas, com a Rede de Mulheres Empreendedoras Rurais da Amazônia, com a Rede de Mulheres Produtoras do Nordeste, com o Movimento de Mulheres Camponesas, com o Grupo de Trabalho em Gênero e Agroecologia e com a ONG Capina. É financiado pela União Européia com apoio da Action Aid Brasil, Pão Para o Mundo, Oxfam, Petrobras e Fundo Socioambiental da Caixa Econômica Federal.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Turma de mulheres conclui terceiro módulo do PFFA

Entre os dias 8 e 9 de maio, o Centro de Tecnologias Alternativas sediou o terceiro módulo do Programa de Formação Feminismo e Agroecologia (PFFA). O tema trabalhado no último módulo foi: Economia Solidária, Economia Feminista e Políticas Públicas. O PFFA contou com a participação de mulheres dos municípios de Araponga, Ervália, Guidoval, Paula Cândido, Visconde do Rio Branco e Viçosa.
Na quinta-feira, as atividades começaram com a dinâmica sobre Consumo Consciente, ministrada pela nutricionista Regina Oliveira. Em um supermercado fictício, as mulheres compraram aquilo que geralmente compõe a lista mensal. Posteriormente cada item da lista foi analisado pela nutricionista. Ela debateu questões relacionadas à qualidade dos alimentos processados e a necessidade de consumi-los; indicou a leitura dos rótulos, conversou sobre a ingestão de alimentos transgênicos, seus malefícios para a saúde e etc.
O programa, através da metodologia Roda Viva, também discutiu duas políticas públicas: o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). A metodologia, possibilitou o diálogo entre as participantes do PFFA e três convidadas: Silvia Paoli, pró-reitora de assuntos comunitários, Vera Fialho e Karina Lopes, técnicas da Emater . Neste espaço, as mulheres puderam trocar as experiências e os desafios que estão tendo com a agricultura familiar no âmbito da venda da produção e o acesso aos mercados consumidores.
Também foi discutida a Caderneta Agroecológica, instrumento criado para o gerenciamento de toda a produção que tem como responsável a mulher. Nela, são anotadas todas as saídas, entradas, trocas e vendas do que é produzido na propriedade. Desta forma, é possível estabelecer a importância do trabalho da mulher e como a renda gerada por ele auxilia nas contas da família.
Já na sexta de tarde, as mulheres visitaram a Rede Raízes da Mata. A técnica Erica Monteiro, contou que a rede é uma forma alternativa de comercialização não convencional, ou seja, não é um mercado, não é sacolão, não é feira, mas é um sistema de encomendas onde, o comprador faz o pedido e o agricultor que produz o produto, leva o numero exato dos mesmos.

Na roda de conversa, aconteceu uma troca de experiências onde todos compartilharam as dificuldades que enfrentam na questão da venda e na comercialização dos produtos. Erica destaca que esse espaço foi bastante rico: “elas passaram boa parte das questões do dia a dia delas, da experiência de vida delas, foi bem legal”.
A artesã Maria das Graças, diz que foi muito bom participar, e que, além de ter aprendido bastante, também está passando o conhecimento dela para outras pessoas. A estudante Clarisse Silva, contou que quando chegou ao CTA, só havia ela de mais nova, mas que o aprendizado foi tão útil para ela quanto foi para as outras mulheres mais velhas. Sobre a participação no terceiro módulo, ela acrescenta: “Eu gostei da passeata que a gente fez na universidade hoje, de ter conversado com a Silvia e com as outras mulheres. É sempre bom ter experiências novas, eu acho muito interessante”.

Para encerrar o terceiro módulo do PFFA, à noite foi realizada a formatura da turma. Na cerimônia, foram entregues os portfólios às mulheres participantes do Programa. Após a entrega, a paraninfa da turma, Adeline Cunha fez uma apresentação musical.






segunda-feira, 5 de maio de 2014

Segunda turma de mulheres conclui terceiro módulo do PFFA

O Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata sediou, nos dias 24 e 25 de abril, o terceiro módulo do Programa de Formação em Feminismo e Agroecologia (PFFA), com a turma de mulheres das cidades de Divino, Orizânia, Espera Feliz e Caparaó. Com o tema ‘’Economia Solidária, Economia Feminista e Políticas Públicas’’, o projeto Mulheres e Agroecologia em Rede ofereceu, durante os dois dias, atividades de capacitação às mulheres.
            O Supermercado Compre Mais, uma das dinâmicas da programação, dividia as mulheres em grupos de acordo com o número de pessoas de cada família e promovia a compra coletiva em um mercado semelhante aos convencionais. Após irem as compras, as mulheres receberam orientações da nutricionista Regina Oliveira  que deu dicas para uma alimentação mais saudável e equilibrada de acordo com as compras realizadas.
            O Roda Viva, outra atividade do Programa de Formação, contou com a participação da nutricionista Silvia Priori e Paulo Júnior, integrante do Projeto Cooperar,  que debateram questões sobre políticas públicas. Os Programas Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e de Aquisição de Alimentos (PAA) também entraram em pauta, sendo discutidas, durante o debate, as estratégias e leis que regulamentam a agricultura familiar.
            Na última atividade, realizada na sexta à tarde, as mulheres foram levadas para a sede da ‘’Rede Raízes da Mata’’, onde receberam instruções e tiraram dúvidas sobre o escoamento da produção rural. A estudante de Economia e integrante da Rede, Anajá de Oliveira, em conversa com a turma, ressaltou a importância da divulgação das alternativas aos mercados convencionais como forma de fortalecer a agricultura familiar: ‘’Por meio do intercâmbio, os produtores se sentem contemplados e compram a ideia da Rede porque passam a confiar no trabalho desenvolvido’’.
A produtora rural Quitéria Ramos, de Espera Feliz, participou do Programa de Formação pela primeira vez e ficou impressionada com a quantidade de ensinamentos que foram acumulados em apenas dois dias. Segundo ela, a visita à Rede foi especialmente marcante, pois ‘’foi uma forma de nos ajudar a conhecer mais sobre as técnicas e possibilidades de escoar a nossa produção, o que é uma dificuldade pra nós hoje em dia’’. Quitéria ressalta que irá voltar pra casa com a missão de levar também às mulheres de sua cidade tudo o que foi aprendido durante o programa.
Técnica  do Projeto  Mulheres e Agroecologia em Rede, Priscila Ladeira chama a atenção para o número de mulheres novas que participaram desse módulo do Programa de Formação e que estão engajadas em grupos de mulheres de suas respectivas cidades: ‘’Existem mulheres com esse desejo de se organizarem e o nosso papel é descobri-las e articulá-las para que possam alcançar o seus objetivos’’.

A agricultora Neiva Célia, de Orizânia, destaca como principal ponto positivo do Programa o incentivo dado às mulheres para que essas possam lutar por autonomia: ‘’Nós temos que defender os nossos direitos, encontramos dificuldade para isso, para chamar todas as mulheres e nos unir, mas é um esforço que vai valer a pena, o trabalho e a luta tem de ser coletivos’’.