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terça-feira, 16 de dezembro de 2014
Participantes do CTA são homenageadas no concurso Margarida Alves
As agricultoras Maria Lúcia de
Cristo e Mary Delazzari e a assessora de comunicação do projeto “Mulheres e
Agroecologia em Rede”, Angélica Almeida, receberam premiação e menção honrosa na
quarta edição do concurso Margarida Alves de Estudos Rurais e Gênero. A
solenidade aconteceu no auditório do Ministério de Desenvolvimento Agrário
(MDA), em Brasília, no dia 9 de dezembro.
O prêmio Margarida Alves é uma
homenagem a uma importante defensora dos direitos humanos e dirigente sindical
assassinada na Paraíba e busca visibilizar e reconhecer o
papel das mulheres nas unidades de produção, por meio de experiências
científicas, acadêmicas e populares. Nesta edição, a inscrição de trabalhos se
deu em três categorias distintas: ensaio inédito,
relatos de experiências e memórias.
As memórias “Mulher de Fibra: por
vida e profissão” e “Trajetórias das agricultoras em Simonésia, MG: conquistas
e desafios” e concorreram com mais de 40 trabalhos ligados ao tema “Mulheres e
Agroecologia” no Brasil. Ao todo, 14 foram premiados com recursos e cinco
receberam menção honrosa, em reconhecimento à qualidade dos trabalhos. Todas as
autoras selecionadas receberam certificado e terão suas experiências publicadas
em coletânea no primeiro semestre de 2015.
O Ministro do Desenvolvimento
Agrário, Miguel Rossetto, destacou a importância de registrar e divulgar o
protagonismo das mulheres na defesa de uma vida saudável e justa no campo, para
que outras pessoas conheçam e sejam estimuladas pelas histórias. “Nesta edição,
o tema é a agroecologia, uma produção mais próxima à
natureza e, portanto, uma produção mais próxima da vida. São as mulheres que
dialogam mais e melhor com essa agenda e os trabalhos premiados afirmam a luta
pela igualdade de direitos na sociedade brasileira”.
Mary Delazzari emocionou-se diante da
conquista e se sentiu “muito feliz e orgulhosa, por ser agricultora familiar e
ver o trabalho do grupo de artesãs em Acaiaca-MG sendo reconhecido”. Reconhecimento
este potencializado pela atuação do CTA em promover a agroecologia como
ciência, prática e movimento, sobretudo, a partir dos trabalhos específicos com
agricultoras e grupos produtivos de mulheres. Há 27 anos presente na Zona da
Mata de Minas Gerais, o CTA busca contribuir no processo de superação de
desigualdades de gênero, no maior acesso
das mulheres rurais às políticas públicas voltadas para a agricultura familiar e
na melhoria das condições de vida por meio da autonomia gerada na qualificação
da produção agroecológica e da organização econômica de mulheres.
domingo, 9 de novembro de 2014
Reunião do GT Mulheres da ANA acontece no RJ
O Grupo de Trabalho de Mulheres
da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA) se reuniu na
Casa de Retiros Regina Coeli, no Rio de Janeiro. Os principais temas pautados
foram a avaliação do III Encontro Nacional de Agroecologia (ENA), a inserção
das mulheres na construção da Política Nacional de Agroecologia e Produção
Orgânica (PNAPO), na Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica
(CNAPO) e na Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) Agroecologia.
A partir do vídeo do III ENA, foi
feita uma avaliação sobre a ampla participação das mulheres na construção e
durante o encontro, na defesa do lema "Sem feminismo não há
agroecologia". Maria Leônia Soares da Silva, do Polo da Borborema
de Massaranduba (PB), destacou a importância da auto-organização feminina:
"um encontro extremamente importante para a valorização da participação
das mulheres neste que é também é importante espaço de construção de políticas
públicas”. Um dos atos marcantes do III ENA foi a ocupação da Empresa Brasileira de
Pesquisa e Agropecuária (Embrapa) e a inauguração simbólica da "Embrapa
Agroecológica". Durante a reunião do GT foi entregue e lida a carta-resposta da Embrapa em
relação ao ato.
As estratégias para garantir os 50% de participação das
mulheres na Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) Agroecologia e a
execução de 30% dos recursos com atividades específicas que ajudem a construir
a autonomia das mulheres também foram discutidas. Cinara Del Arco Sanches, do Serviço de
Assessoria a Organizações Populares Rurais (SASOP), apresentou o trabalho da Rede Ater Nordeste,
composta por 13 organizações que, há mais de dez anos, prestam
assistência técnica na região, a fim de qualificar
e acompanhar a transição agroecológica dos territórios de atuação.
Cinara reforçou a necessidade de desenvolver instrumentos que
aperfeiçoem as análises e visibilizem aquilo que ainda não aparece, no contexto
da agricultura familiar e, especialmente da agroecologia na chamada de ATER. "Dentro
dessa perspectiva, a gente está trabalhando com um instrumento de
caracterização que precisa dar conta de uma leitura, de uma fotografia, da
unidade familiar no início da execução do projeto. A finalidade é que, ao longo
da chamada, a gente possa ir verificando quais são os avanços e os desafios,
para que, ao final dos três anos, se tenha, de fato, um impacto positivo
naquela condição de vida”.
Uma
das importantes informações que precisam ser evidenciadas
nesse instrumento de caracterização da chamada de ATER se
refere à divisão do trabalho. Cinara destaca que o trabalho da
mulher é mais visto quando ela está envolvida na produção, mas existe uma série
de outros trabalhos que não são valorizados e valorados e que são
imprescindíveis para a sustentação das unidades de produção. "A mulher se
envolve em um conjunto de ações que não aparecem como geradoras de renda. Por
exemplo, pegar lenha, buscar água, cuidar da saúde, das plantas medicinais, do
quintal, da família, das pequenas criações. E é claro que gera, porque a renda
não é só monetária". À
medida que é incorporada no instrumento de caracterização essa leitura da
divisão do trabalho e evidenciadas as desigualdades no campo, pode-se promover
análises junto com a família, e gerar condições iguais entre homens e mulheres.
"Não basta só formar as equipes e as instituições terem essa consciência, que é algo que a gente ainda está muito longe, mas você tem que fazer isso na base, na localidade. A família tem que refletir sobre isso, os homens e as mulheres precisam perceber que existe uma sobrecarga. Porque este é um tipo sério de violência: a sobrecarga. Ainda mais quando é uma sobrecarga que não está explícita, que muito menos é valorizada dentro do ambiente da família. Por isso, a gente está fazendo este esforço e trazendo para dentro do GT Mulheres, dialogando nas organizações, com objetivo de um processo de formação que dê conta de instrumentalizar as organizações para que elas possam fazer esta análise crítica e, de fato, a gente caminhar no sentido da igualdade”. Cinara Del Arco Sanches
As reuniões do GT Mulheres são espaços de auto-organização que fortalecem a participação feminina na construção da agroecologia nas comunidades e também o diálogo com o governo e acesso às políticas públicas. Participaram da reunião cerca de 30 mulheres de diversas organizações do Brasil: Articulação de Agroecologia do Rio de Janeiro (AARJ), Articulação Paulista de Agroecologia (APA-SP), Articulação no Semiárido Paraibano (ASA Paraíba), Agricultura Familiar e Agroecologia (AS-PTA), Assentamento Dandara dos Palmares – Camamu (BA), Casa da Mulher do Nordeste, Centro de Pesquisa e Assessoria de Fortaleza (Esplar), Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata (CTA-ZM), Coletivo Mulher Vida (CMV), Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (CNAPO), Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (FASE MT), Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (FASE PE), Instituto Políticas Alternativas para o Cone Sul (PACS), Marcha Mundial de Mulheres (MMM), Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA), Movimento de Mulheres Camponesas (MMC), Movimento de Mulheres do Nordeste Paraense (MMNEPA), Polo da Borborema, Rede de Intercâmbio, Rede de Mulheres Empreendedoras Rurais da Amazônia (RMERA), Rede Nordeste, Rede ATER Nordeste, Sempre Viva Organização Feminista (SOF), Serviço de Assessoria a Organizações Populares Rurais (SASOP) e Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR).
quinta-feira, 21 de agosto de 2014
CTA-ZM recebe menção honrosa pelos serviços prestados ao meio ambiente
No
dia 20 de agosto, o Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata, CTA-ZM,
recebeu uma menção honrosa pelos serviços prestados ao meio ambiente no
município de Divino, Minas Gerais. A premiação aconteceu no 11º FOREA Fórum
Regional de Educação Ambiental, promovido pelas Secretarias Municipais de
Educação, Agricultura e Meio Ambiente, da Comissão Interestadual de Educação
Ambiental – Zona da Mata, do Instituto Estadual de Florestas, das
Superintendências Regionais de Ensino de Carangola, da Polícia Militar de Minas
Gerais e Instituto Federal Educação, Ciência e Tecnologia – Sudeste MG, Campus
Muriaé.
O FOREA acontece anualmente nas cidades da
região e tem o objetivo de discutir as questões ambientais locais, medidas de
preservação da natureza e sua relação com a agricultura familiar. Este ano o eixo
temático do FOREA é “Agroecologia como instrumento de preservação ambiental,
educação ambiental e no campo e gestão de resíduos”, no âmbito da conectividade
socioambiental Brigadeiro-Caparaó.
Na
oportunidade, a engenheira agrônoma e técnica do CTA-ZM, Nina Abigail,
representou a organização e recebeu a placa das mãos de Maria Cristina Silva,
Diretora Geral do IFET, campus Muriaé. Nina enfatizou: “este prêmio é o reconhecimento do trabalho que o CTA-ZM desenvolve na construção da Agroecologia na região. É importante destacar que este mérito é também do/as agricultores/as familiares e suas organizações que são parceiras e atuam junto ao CTA-ZM no dia a dia, pois são eles/as os/as protagonistas de experiências agroecológicas exitosas, que servem de exemplo para todo o município e região. As transformações vivenciadas por esses/as agricultores/as contribuem para um futuro melhor, com mais qualidade de vida, alimentação saudável e respeito à natureza, como é o caso do agricultor Sr. Cecé, também homenageado no FOREA, que trabalha com a agroecologia há 20 anos”.
Alexandre Souza Silva, biólogo e organizador do 11º FOREA, observou: “a temática Agroecologia, educação no campo e gestão de resíduos são relevantes no debate atual no município. A ideia é trazer a cara da Agroecologia e da educação no campo para a cidade. Esperamos que o FOREA seja uma grande oportunidade para alavancar ideias com momentos de debate e sugestão de futuros projetos”.
Alexandre Souza Silva, biólogo e organizador do 11º FOREA, observou: “a temática Agroecologia, educação no campo e gestão de resíduos são relevantes no debate atual no município. A ideia é trazer a cara da Agroecologia e da educação no campo para a cidade. Esperamos que o FOREA seja uma grande oportunidade para alavancar ideias com momentos de debate e sugestão de futuros projetos”.
Em
relação à conectividade socioambiental Brigadeiro – Caparaó, a técnica do
CTA-ZM também destacou: “o CTA-ZM esteve
presente desde o início da consolidação do Parque Estadual da Serra do Brigadeiro,
neste sentido é uma grande alegria compartilhar deste momento em que será
possível traçar estratégias de sua interconectividade com o Parque Nacional do
Caparaó”.
terça-feira, 24 de junho de 2014
Primeira Oficina de Multiplicação Acontece em Diogo de Vasconcelos
A primeira Oficina de Multiplicação aconteceu na última sexta-feira, 20, em Diogo de Vasconcelos. O tema de discutido foi "Produtos Ecológicos". Priscila Ladeira, uma das organizadoras do Projeto Mulheres e Agroecologia em Rede, destaca a importância das Oficinas de Multiplicação para a formação das mulheres de forma personalizada e atendendo às necessidades das mesmas.
quarta-feira, 4 de junho de 2014
MULHERES DE DIOGO DE VASCONCELOS E ACAIACA ENCERRAM TERCEIRO MÓDULO DE PFFA
Aconteceu entre os dias 29 e 31 de maio,
no Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata (CTA-ZM), o Programa de
Formação Feminismo e Agroecologia (PFFA). A turma composta por mulheres das
cidades de Acaiaca e Diogo Vasconcelos encerrou as atividades do terceiro
módulo do PFFA.
Cerca de trinta mulheres participaram
deste último módulo, com o tema “Economia Solidária, Economia Feminista e
Políticas Públicas”, as atividades procuraram destacar o potencial de produção
da mulher rural e, desta forma, promover a autonomia das mesmas em suas casas e
comunidades.
O programa iniciou a formação com a
dinâmica “Supermercado Compre Mais”, onde simulou-se um supermercado e nele, as
mulheres deveriam comprar aquilo que suas propriedades não fornecessem. Após as
compras das mulheres, a nutricionista Regina Oliveira analisou todos os
produtos “comprados” e destacou os efeitos dos produtos industrializados ao
corpo humano.
Dentre outras atividades, destacou-se a
presença da Magnífica Reitora da Universidade Federal de Viçosa, Nilda de
Fátima Soares. A Reitora participou da atividade “Roda Viva”, que coloca
mulheres rurais e outros profissionais ligados à área para discutirem o trabalho
feito e as ações a serem implementadas para a melhoria do trabalho realizado
pelas agricultoras familiares.
O PFFA, encerrando as atividades,
promoveu também a formatura das mulheres participantes, que receberam um
portfólio com o registro da participação delas nos outros módulos do programa.
A agricultora Maria da Conceição
Caetano, do município de Acaiaca, disse que conseguiu, através dos programas de
formação, “consegui entender que a mulher tem valor pelo serviço que ela faz no
fundo de quintal. Isso, para gente, ajuda a dar sentido e valor à vida da
gente”. Em visita à Rede Raízes da Mata ela ainda falou: “Nós, pequenos agricultores, não temos
facilidade de comercializar nossos produtos. Essas iniciativas como a Rede
servem como uma solução pra isso”.
COMEÇOU O PROGRAMA DE FORMAÇÃO EM GESTÃO DE EMPREENDIMENTOS - PFG - DO PROJETO MULHERES E AGROECOLOGIA EM REDE
Teve início na
manha de ontem, dois de junho, no Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da
Mata, o Programa de Formação em Gestão de Empreendimentos, PFG. O curso faz
parte das atividades do Projeto Mulheres e Agroecologia em Rede e vai trabalhar
com representantes de grupos produtivos de mulheres.
Um dos grandes
desafios enfrentados pelos empreendimentos econômicos populares é de conhecer
as condições que precisam ser atendidas para que seu empreendimento alcance bom
nível de sustentabilidade. Neste sentido o PFG foi pensado com base em uma
metodologia de formação apropriada à realidade específica de cada tipo de
empreendimento, composto por agricultoras, e terá como foco a viabilidade
econômica, a gestão democrática e a comercialização de empreendimentos
associativos. Ele será realizado em dois módulos de cinco dias cada. Os módulos
serão realizados nas dependências do CTA-ZM, em Viçosa. O segundo módulo está
previsto para o mês de setembro de 2014.
O curso foi
elaborado pelo CTA-ZM em parceria com a CAPINA, uma associação civil sem fins lucrativos,
fundada, no Rio de Janeiro, em 1988, que tem como missão atuar no campo da Economia dos Setores Populares buscando
a afirmação da cidadania dos trabalhadores e trabalhadoras.
Neste sentido,
o curso busca qualificar empreendimentos econômicos populares e seus
assessores, com vistas à construção das condições necessárias à sustentabilidade das iniciativas.
quarta-feira, 28 de maio de 2014
CTA e União Europeia Comemoram Prêmio ODM BRasil
O
projeto Mulheres e Agroecologia em Rede recebeu o troféu da 5ª Edição do Prêmio
ODM Brasil: Objetivos de Desenvolvimento do Milênio da Secretaria Geral da
Presidência da República e do PNUD, e também já havia sido agraciado com o
prêmio ODM Minas – 1ª Edição em março desse ano. A agricultora familiar e
beneficiária do projeto, Renata Vilete, recebeu das mãos da presidenta Dilma
Roussef o troféu ODM Brasil, em nome do Centro de Tecnologias Alternativas da
Zona da Mata.
CTA-ZM RECEBE PRÊMIO DAS MÃOS DA PRESIDENTA DILMA ROUSSEFF
Entre
os dias 21 e 23 de maio, o Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata
(CTA-ZM), através do Projeto Mulheres e Agroecologia em Rede, esteve presente
no evento Arena da Participação Social, em Brasília, para discussões sobre
os Objetivos de Desenvolvimento do
Milênio, a construção da Agenda Pós-2015 e o II Seminário Internacional do
Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil.
Para
Elisabeth Maria Cardoso, coordenadora do Projeto Mulheres e Agroecologia em
Rede, o evento foi uma grande oportunidade de dar visibilidade ao projeto e, ao
mesmo tempo, conhecer as outras práticas finalistas.
Durante
o evento, o projeto Mulheres e Agroecologia em Rede, que já havia sido agraciado
com o prêmio ODM Minas – 1ª Edição em março desse ano, recebeu o troféu da 5ª Edição do Prêmio ODM Brasil: Objetivos
de Desenvolvimento do Milênio da Secretaria Geral da Presidência da República e
do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento ( PNUD).
O
Prêmio ODM Brasil, iniciativa pioneira no mundo, incentiva ações, programas e
projetos que contribuem efetivamente para o cumprimento dos Objetivos de
Desenvolvimento do Milênio. Os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM)
foram definidos pela Organização das Nações Unidas (ONU), no ano de 2000, com a
intenção de tornar o mundo melhor e mais justo até 2015.
A
agricultora familiar e beneficiária do projeto, Renata Vilete, recebeu das mãos
da presidenta Dilma Roussef o troféu ODM Brasil, em nome do Centro de
Tecnologias Alternativas da Zona da Mata.
Renata
afirma que a iniciativa do projeto tem sido muito importante em sua vida e na
de muitas outras mulheres “pela conquista de autonomia, pela ocupação dos
espaços políticos e pelo desenvolvimento da agroecologia nos territórios, que
tem permitido a geração de renda e a nossa permanência no meio rural”.
Em
seu discurso, a presidenta Dilma Rousseff enfatizou que, “celebrar a
participação da sociedade é celebrar a democracia, é celebrar as transformações
profundas. Além disso, é celebrar a única condição de mudar este país.”. A
presidenta também destacou a importância do papel das Organizações Não
Governamentais na parceria pela participação social. Ela fez um balanço dos
ODMs e enfatizou o combate à fome e o programa Brasil Sem Miséria. “Eu tenho
muito orgulho dos ODMs, nós cumprimos muito mais do que a meta, não por conta
de um padrão, que é importante, mas porque fomos além, contamos com a
participação do povo”. O Projeto Mulheres e Agroecologia em Rede é uma parceria
do CTA/ZM com o Grupo de Trabalhos de Mulheres da Articulação Nacional de
Agroecologia, com o Movimento de Mulheres da Zona da Mata e Leste de Minas, com
a Rede de Mulheres Empreendedoras Rurais da Amazônia, com a Rede de Mulheres
Produtoras do Nordeste, com o Movimento de Mulheres Camponesas, com o Grupo de
Trabalho em Gênero e Agroecologia e com a ONG Capina. É financiado
pela União Européia com apoio da Action
Aid Brasil, Pão Para o Mundo, Oxfam, Petrobras e Fundo Socioambiental da Caixa
Econômica Federal.segunda-feira, 5 de maio de 2014
Segunda turma de mulheres conclui terceiro módulo do PFFA
O Centro de Tecnologias Alternativas da
Zona da Mata sediou, nos dias 24 e 25 de abril, o terceiro módulo do Programa
de Formação em Feminismo e Agroecologia (PFFA), com a turma de mulheres das
cidades de Divino, Orizânia, Espera Feliz e
Caparaó. Com o tema ‘’Economia Solidária, Economia Feminista e
Políticas Públicas’’, o projeto Mulheres e Agroecologia em Rede ofereceu,
durante os dois dias, atividades de capacitação às mulheres.
O Supermercado Compre Mais, uma das
dinâmicas da programação, dividia as mulheres em grupos de acordo com o número
de pessoas de cada família e promovia a compra coletiva em um mercado
semelhante aos convencionais. Após irem as compras, as mulheres receberam
orientações da nutricionista Regina Oliveira que deu dicas para uma alimentação mais saudável
e equilibrada de acordo com as compras realizadas.
Técnica do Projeto Mulheres e Agroecologia em Rede, Priscila
Ladeira chama a atenção para o número de mulheres novas que participaram desse
módulo do Programa de Formação e que estão engajadas em grupos de mulheres de
suas respectivas cidades: ‘’Existem mulheres com esse desejo de se organizarem
e o nosso papel é descobri-las e articulá-las para que possam alcançar o seus
objetivos’’.
A agricultora Neiva Célia, de Orizânia,
destaca como principal ponto positivo do Programa o incentivo dado às mulheres
para que essas possam lutar por autonomia: ‘’Nós temos que defender os nossos
direitos, encontramos dificuldade para isso, para chamar todas as mulheres e
nos unir, mas é um esforço que vai valer a pena, o trabalho e a luta tem de ser
coletivos’’.
quarta-feira, 9 de abril de 2014
Primeira turma de mulheres conclui Terceiro Módulo do PFFA
O Centro de Tecnologias Alternativas da
Zona da Mata sediou, nos dias 3, 4 e 5 de abril, o terceiro módulo do Programa
de Formação em Feminismo e Agroecologia (PFFA), cujo tema foi Economia Solidária, Economia Feminista e
Políticas Públicas. A primeira turma do Programa, composta por mulheres das
cidades de Santana de Manhuaçu e Simonésia, participou de diversas atividades
de capacitação durante os três dias do evento.
O Roda Viva, uma das atividades desenvolvidas
pelo projeto, promoveu um debate sobre Vigilância
Sanitária e Economia Feminista e Solidária, com a participação das economistas
domésticas Karina e Vera Fialho da Empresa
de Assistência Técnica e Extensão Rural (EMATER- MG). Para a coordenadora do
projeto Mulheres e Agroecologia em Rede, Elisabeth
Maria Cardoso, a atividade foi uma oportunidade de debater os temas com
especialistas da área, além de permitir que as participantes criem um espaço de
discussão bastante produtivo.
A produtora rural Eliane
Magalhães, de Santana de Manhuaçu, considerou o Roda Viva como a chance para
tirar dúvidas e colher informações que serão úteis no futuro: ‘’Temos um grupo
de mulheres e queremos construir, em breve, uma padaria, e como a gente tem
muita dúvida nessa questão da vigilância sanitária, o encontro foi muito
importante pra nós’’.
Outra atividade bastante elogiada pelas
participantes foi a visita feita ao projeto Rede Raízes da Mata. Criado com o
objetivo de ampliar e consolidar a Rede Agroecológica de Prosumidores Raízes da
Mata, a iniciativa busca elevar a renda dos agricultores da região, criando
mecanismos para que estes possam escoar a sua produção com mais facilidade.
A integrante do projeto, Érica Monteiro,
afirma que a Rede tem cumprido o seu papel uma vez que ‘’dá visibilidade aos
produtos e impede que haja perda de alimentos, uma vez que o produtor fornece a
quantidade pedida sabendo que ela será comercializada’’. Durante o encontro, as
mulheres puderam conferir de perto a estrutura da Raízes da Mata, além de tirar
dúvidas sobre suas respectivas produções.
A programação do PFFA também contou com
oficinas de dramatização, de preenchimento da caderneta agroecológica, e também
do mapa da propriedade, atividades que contemplaram os temas de maneira
dinâmica e interativa, aliando também noções de consumo consciente, segurança
alimentar e comercialização.
A Diretora do Departamento das Mulheres
de Simonésia, Sônia Teodora, classifica o Programa, como uma oportunidade única
de aprendizado: ‘’É uma forma de aprendizado completo, que eu posso levar
também pras mulheres do meu sindicato. É uma oportunidade de a gente estar
crescendo. Acumular conhecimento faz com que a gente possa pôr em prática e
também levá-lo para outras pessoas’’.
terça-feira, 8 de abril de 2014
CTA recebe reunião do MMZML
O Centro de Tecnologias Alternativas
recebeu, nos dias 7 e 8, a reunião do Movimento de Mulheres da Zona da Mata e
Leste de Minas. Realizada a cada dois meses, essa edição teve como objetivo
discutir a organização do Movimento, contando com a participação de 30 mulheres
vindas de 16 cidades da região.
A reunião promoveu a Oficina de Agroecologia,
ministrada pela professora do Departamento de Solos da Universidade Federal de
Viçosa, Irene Maria Cardoso. Segundo a professora, o encontro foi fundamental
para a construção do conhecimento agroecológico entre as mulheres: ‘’É sempre
importante estar acumulando aprendizado e trocando informações com as
agricultoras, também por meio de pesquisas e estudos. É dessa forma que se
contribui para uma vida saudável, respeitando o meio ambiente’’.
Além da oficina, o encontro também
estimulou o debate sobre questões relevantes do dia-a-dia das mulheres. A
coordenadora do sindicato de Simonésia Sônia Aparecida, destacou a importância
da participação de novas agricultoras, e também propôs, que os próximos
encontros sejam realizados nos municípios onde as mulheres residem. Ela também
destacou a necessidade de que as mulheres do MMZML ocupem espaços políticos
dentro dos sindicatos, no intuito de que essas mulheres estimulem e gerenciem
atividades exclusivamente voltadas ao gênero feminino.
quarta-feira, 2 de abril de 2014
PFFA Inicia Terceiro Módulo esta semana
O Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata,
através do projeto Mulheres e Agroecologia em Rede sediará o terceiro módulo do
Programa de Formação Feminismo e Agroecologia
entre os meses de abril e maio deste ano.
A primeira turma já começa nesta semana as atividades do Programa. Durante três dias (de 03 a 05 de abril) mulheres das regiões de
Simonésia e Santana de Manhuaçu participarão da última etapa do Programa que
terá também a cerimônia de formatura e entrega do diploma das mesmas.
Segundo Dora Feital, uma das
cordenadoras do PFFA, as atividades têm como intenção maior “capacitar as
mulheres em alguns temas que darão ferramentas para que elas atuem nos espaços
públicos e, principalmente, nas associações das quais elas fazem parte”.
O terceiro módulo do PFFA
acontecerá no p
róprio CTA entre os dias 03 e 05 de abril.
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
5º Encontro do MMZML discute planejamento do Movimento
O encontro deste mês visava auxiliar no planejamento do Movimento e
trazer à tona as necessidades que as mulheres participantes têm percebido ao
longo do tempo.
Estiveram presentes 23 mulheres vindas de 16 municípios da Zona da Mata e Leste de Minas. Sobre a importância do movimento, a opinião era
unânime: “É muita coisa que a gente
aprende participando aqui, inclusive que a gente tem valor e o que a gente faz
na roça também. Isso é importante”, resumiu Dona Mary.

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