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terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Participantes do CTA são homenageadas no concurso Margarida Alves

As agricultoras Maria Lúcia de Cristo e Mary Delazzari e a assessora de comunicação do projeto “Mulheres e Agroecologia em Rede”, Angélica Almeida, receberam premiação e menção honrosa na quarta edição do concurso Margarida Alves de Estudos Rurais e Gênero. A solenidade aconteceu no auditório do Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA), em Brasília, no dia 9 de dezembro.

O prêmio Margarida Alves é uma homenagem a uma importante defensora dos direitos humanos e dirigente sindical assassinada na Paraíba e busca visibilizar e reconhecer o papel das mulheres nas unidades de produção, por meio de experiências científicas, acadêmicas e populares. Nesta edição, a inscrição de trabalhos se deu em três categorias distintas: ensaio inédito, relatos de experiências e memórias.

As memórias “Mulher de Fibra: por vida e profissão” e “Trajetórias das agricultoras em Simonésia, MG: conquistas e desafios” e concorreram com mais de 40 trabalhos ligados ao tema “Mulheres e Agroecologia” no Brasil. Ao todo, 14 foram premiados com recursos e cinco receberam menção honrosa, em reconhecimento à qualidade dos trabalhos. Todas as autoras selecionadas receberam certificado e terão suas experiências publicadas em coletânea no primeiro semestre de 2015.

O Ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, destacou a importância de registrar e divulgar o protagonismo das mulheres na defesa de uma vida saudável e justa no campo, para que outras pessoas conheçam e sejam estimuladas pelas histórias. “Nesta edição, o tema é a agroecologia, uma produção mais próxima à natureza e, portanto, uma produção mais próxima da vida. São as mulheres que dialogam mais e melhor com essa agenda e os trabalhos premiados afirmam a luta pela igualdade de direitos na sociedade brasileira”.


Mary Delazzari emocionou-se diante da conquista e se sentiu “muito feliz e orgulhosa, por ser agricultora familiar e ver o trabalho do grupo de artesãs em Acaiaca-MG sendo reconhecido”. Reconhecimento este potencializado pela atuação do CTA em promover a agroecologia como ciência, prática e movimento, sobretudo, a partir dos trabalhos específicos com agricultoras e grupos produtivos de mulheres. Há 27 anos presente na Zona da Mata de Minas Gerais, o CTA busca contribuir no processo de superação de desigualdades de gênero, no maior acesso das mulheres rurais às políticas públicas voltadas para a agricultura familiar e na melhoria das condições de vida por meio da autonomia gerada na qualificação da produção agroecológica e da organização econômica de mulheres.


domingo, 9 de novembro de 2014

Reunião do GT Mulheres da ANA acontece no RJ

O Grupo de Trabalho de Mulheres da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA) se reuniu na Casa de Retiros Regina Coeli, no Rio de Janeiro. Os principais temas pautados foram a avaliação do III Encontro Nacional de Agroecologia (ENA), a inserção das mulheres na construção da Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (PNAPO), na Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (CNAPO) e na Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) Agroecologia.
 A partir do vídeo do III ENA, foi feita uma avaliação sobre a ampla participação das mulheres na construção e durante o encontro, na defesa do lema "Sem feminismo não há agroecologia". Maria Leônia Soares da Silva, do Polo da Borborema de Massaranduba (PB), destacou a importância da auto-organização feminina: "um encontro extremamente importante para a valorização da participação das mulheres neste que é também é importante espaço de construção de políticas públicas”. Um dos atos marcantes do III ENA foi a ocupação da Empresa Brasileira de Pesquisa e Agropecuária (Embrapa) e a inauguração simbólica da "Embrapa Agroecológica". Durante a reunião do GT foi entregue e lida a carta-resposta da Embrapa em relação ao ato.


As estratégias para garantir os 50% de participação das mulheres na Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) Agroecologia e a execução de 30% dos recursos com atividades específicas que ajudem a construir a autonomia das mulheres também foram discutidas. Cinara Del Arco Sanches, do Serviço de Assessoria a Organizações Populares Rurais (SASOP), apresentou o trabalho da Rede Ater Nordeste, composta por 13 organizações que, há mais de dez anos, prestam assistência  técnica na região, a fim de qualificar e  acompanhar a transição agroecológica dos territórios de atuação. 
Cinara reforçou a necessidade de desenvolver  instrumentos que aperfeiçoem as análises e visibilizem aquilo que ainda não aparece, no contexto da agricultura familiar e, especialmente da agroecologia na chamada de ATER. "Dentro dessa perspectiva, a gente está trabalhando com um instrumento de caracterização que precisa dar conta de uma leitura, de uma fotografia, da unidade familiar no início da execução do projeto. A finalidade é que, ao longo da chamada, a gente possa ir verificando quais são os avanços e os desafios, para que, ao final dos três anos, se tenha, de fato, um impacto positivo naquela condição de vida”.
Uma das importantes informações que precisam ser evidenciadas nesse  instrumento de caracterização da chamada de ATER se refere  à divisão do trabalho. Cinara destaca que o trabalho da mulher é mais visto quando ela está envolvida na produção, mas existe uma série de outros trabalhos que não são valorizados e valorados e que são imprescindíveis para a sustentação das unidades de produção. "A mulher se envolve em um conjunto de ações que não aparecem como geradoras de renda. Por exemplo, pegar lenha, buscar água, cuidar da saúde, das plantas medicinais, do quintal, da família, das pequenas criações. E é claro que gera, porque a renda não é só monetária". À medida que é incorporada no instrumento de caracterização essa leitura da divisão do trabalho e evidenciadas as desigualdades no campo, pode-se promover análises junto com a família, e gerar condições iguais entre homens e mulheres.
 "Não basta só formar as equipes e as instituições terem essa consciência, que é algo que a gente ainda está muito longe, mas você tem que fazer isso na base, na localidade. A família tem que refletir sobre isso, os homens e as mulheres precisam perceber que existe uma sobrecarga. Porque este é um tipo sério de violência: a sobrecarga. Ainda mais quando é uma sobrecarga que não está explícita, que muito menos é valorizada dentro do ambiente da família. Por isso, a gente está fazendo este esforço e trazendo para dentro do GT Mulheres, dialogando nas organizações, com objetivo de um processo de formação que dê conta de instrumentalizar as organizações para que elas possam fazer esta análise crítica e, de fato, a gente caminhar no sentido da igualdade”. Cinara Del Arco Sanches

As reuniões do GT Mulheres são espaços de auto-organização que fortalecem a participação feminina na construção da agroecologia nas comunidades e também o diálogo com o governo e acesso às políticas públicas. Participaram da reunião cerca de 30 mulheres de diversas organizações do Brasil: Articulação de Agroecologia do Rio de Janeiro (AARJ), Articulação Paulista de Agroecologia (APA-SP), Articulação no Semiárido Paraibano (ASA Paraíba), Agricultura Familiar e Agroecologia (AS-PTA), Assentamento Dandara dos Palmares – Camamu (BA), Casa da Mulher do Nordeste, Centro de Pesquisa e Assessoria de Fortaleza (Esplar), Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata (CTA-ZM), Coletivo Mulher Vida (CMV), Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (CNAPO), Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (FASE MT), Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (FASE PE), Instituto Políticas Alternativas para o Cone Sul (PACS), Marcha Mundial de Mulheres (MMM), Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA), Movimento de Mulheres Camponesas (MMC), Movimento de Mulheres do Nordeste Paraense (MMNEPA), Polo da Borborema, Rede de Intercâmbio, Rede de Mulheres Empreendedoras Rurais da Amazônia (RMERA), Rede Nordeste, Rede ATER Nordeste, Sempre Viva Organização Feminista (SOF), Serviço de Assessoria a Organizações Populares Rurais (SASOP) e Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR).





quinta-feira, 21 de agosto de 2014

CTA-ZM recebe menção honrosa pelos serviços prestados ao meio ambiente


No dia 20 de agosto, o Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata, CTA-ZM, recebeu uma menção honrosa pelos serviços prestados ao meio ambiente no município de Divino, Minas Gerais. A premiação aconteceu no 11º FOREA Fórum Regional de Educação Ambiental, promovido pelas Secretarias Municipais de Educação, Agricultura e Meio Ambiente, da Comissão Interestadual de Educação Ambiental – Zona da Mata, do Instituto Estadual de Florestas, das Superintendências Regionais de Ensino de Carangola, da Polícia Militar de Minas Gerais e Instituto Federal Educação, Ciência e Tecnologia – Sudeste MG, Campus Muriaé.



 O FOREA acontece anualmente nas cidades da região e tem o objetivo de discutir as questões ambientais locais, medidas de preservação da natureza e sua relação com a agricultura familiar. Este ano o eixo temático do FOREA é “Agroecologia como instrumento de preservação ambiental, educação ambiental e no campo e gestão de resíduos”, no âmbito da conectividade socioambiental Brigadeiro-Caparaó.
Na oportunidade, a engenheira agrônoma e técnica do CTA-ZM, Nina Abigail, representou a organização e recebeu a placa das mãos de Maria Cristina Silva, Diretora Geral do IFET, campus Muriaé. Nina enfatizou: “este prêmio é o reconhecimento do trabalho que o CTA-ZM desenvolve na construção da Agroecologia na região. É importante destacar que este mérito é também do/as agricultores/as familiares e suas organizações que são parceiras e atuam junto ao CTA-ZM no dia a dia, pois são eles/as os/as protagonistas de experiências agroecológicas exitosas, que servem de exemplo para todo o município e região. As transformações vivenciadas por esses/as agricultores/as contribuem para um futuro melhor, com mais qualidade de vida, alimentação saudável e respeito à natureza, como é o caso do agricultor Sr. Cecé, também homenageado no FOREA, que trabalha com a agroecologia há 20 anos”.

Alexandre Souza Silva, biólogo e organizador do 11º FOREA, observou: “a temática Agroecologia, educação no campo e gestão de resíduos são relevantes no debate atual no município. A ideia é trazer a cara da Agroecologia e da educação no campo para a cidade. Esperamos que o FOREA seja uma grande oportunidade para alavancar ideias com momentos de debate e sugestão de futuros projetos”.
Em relação à conectividade socioambiental Brigadeiro – Caparaó, a técnica do CTA-ZM também destacou: “o CTA-ZM esteve presente desde o início da consolidação do Parque Estadual da Serra do Brigadeiro, neste sentido é uma grande alegria compartilhar deste momento em que será possível traçar estratégias de sua interconectividade com o Parque Nacional do Caparaó”.

terça-feira, 24 de junho de 2014

Primeira Oficina de Multiplicação Acontece em Diogo de Vasconcelos

   Com o fim do terceiro módulo do Programa de Formação Feminismo e Agroecologia (PFFA), iniciam-se as Oficinas de Multiplicação. Os temas das oficinas foram gerados através das necessidades das mulheres em seus municípios. Serão cerca de doze encontros distribuídos entre as cidades participantes do PFFA. Das necessidades das mulheres participantes, surgiram os seguintes eixos de discussões e aprendizagem: “agrotóxicos e transgênicos”, “artesanatos” (com matéria-prima gerada na propriedade: palha de milho, café, fibra de banana e etc), “saúde da mulher”, “produtos agroecológicos” e “políticas públicas” (PAA e PNAE”.
  A primeira Oficina de Multiplicação aconteceu na última sexta-feira, 20, em Diogo de Vasconcelos. O tema de discutido foi "Produtos Ecológicos". Priscila Ladeira, uma das organizadoras do Projeto Mulheres e Agroecologia em Rede, destaca a importância das Oficinas de Multiplicação para a formação das mulheres de forma personalizada e atendendo às necessidades das mesmas. 


quarta-feira, 4 de junho de 2014

MULHERES DE DIOGO DE VASCONCELOS E ACAIACA ENCERRAM TERCEIRO MÓDULO DE PFFA

            Aconteceu entre os dias 29 e 31 de maio, no Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata (CTA-ZM), o Programa de Formação Feminismo e Agroecologia (PFFA). A turma composta por mulheres das cidades de Acaiaca e Diogo Vasconcelos encerrou as atividades do terceiro módulo do PFFA.
Cerca de trinta mulheres participaram deste último módulo, com o tema “Economia Solidária, Economia Feminista e Políticas Públicas”, as atividades procuraram destacar o potencial de produção da mulher rural e, desta forma, promover a autonomia das mesmas em suas casas e comunidades.
O programa iniciou a formação com a dinâmica “Supermercado Compre Mais”, onde simulou-se um supermercado e nele, as mulheres deveriam comprar aquilo que suas propriedades não fornecessem. Após as compras das mulheres, a nutricionista Regina Oliveira analisou todos os produtos “comprados” e destacou os efeitos dos produtos industrializados ao corpo humano.    
Dentre outras atividades, destacou-se a presença da Magnífica Reitora da Universidade Federal de Viçosa, Nilda de Fátima Soares. A Reitora participou da atividade “Roda Viva”, que coloca mulheres rurais e outros profissionais ligados à área para discutirem o trabalho feito e as ações a serem implementadas para a melhoria do trabalho realizado pelas agricultoras familiares.
O PFFA, encerrando as atividades, promoveu também a formatura das mulheres participantes, que receberam um portfólio com o registro da participação delas nos outros módulos do programa.
A agricultora Maria da Conceição Caetano, do município de Acaiaca, disse que conseguiu, através dos programas de formação, “consegui entender que a mulher tem valor pelo serviço que ela faz no fundo de quintal. Isso, para gente, ajuda a dar sentido e valor à vida da gente”. Em visita à Rede Raízes da Mata ela ainda falou:  “Nós, pequenos agricultores, não temos facilidade de comercializar nossos produtos. Essas iniciativas como a Rede servem como uma solução pra isso”.



COMEÇOU O PROGRAMA DE FORMAÇÃO EM GESTÃO DE EMPREENDIMENTOS - PFG - DO PROJETO MULHERES E AGROECOLOGIA EM REDE

Teve início na manha de ontem, dois de junho, no Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata, o Programa de Formação em Gestão de Empreendimentos, PFG. O curso faz parte das atividades do Projeto Mulheres e Agroecologia em Rede e vai trabalhar com representantes de grupos produtivos de mulheres.
Um dos grandes desafios enfrentados pelos empreendimentos econômicos populares é de conhecer as condições que precisam ser atendidas para que seu empreendimento alcance bom nível de sustentabilidade. Neste sentido o PFG foi pensado com base em uma metodologia de formação apropriada à realidade específica de cada tipo de empreendimento, composto por agricultoras, e terá como foco a viabilidade econômica, a gestão democrática e a comercialização de empreendimentos associativos. Ele será realizado em dois módulos de cinco dias cada. Os módulos serão realizados nas dependências do CTA-ZM, em Viçosa. O segundo módulo está previsto para o mês de setembro de 2014.
O curso foi elaborado pelo CTA-ZM em parceria com a CAPINA, uma associação civil sem fins lucrativos, fundada, no Rio de Janeiro, em 1988, que tem como missão atuar no campo da Economia dos Setores Populares buscando a afirmação da cidadania dos trabalhadores e trabalhadoras.
Neste sentido, o curso busca qualificar empreendimentos econômicos populares e seus assessores, com vistas à construção das condições necessárias à sustentabilidade das iniciativas.





quarta-feira, 28 de maio de 2014

CTA e União Europeia Comemoram Prêmio ODM BRasil

O projeto Mulheres e Agroecologia em Rede recebeu o troféu da 5ª Edição do Prêmio ODM Brasil: Objetivos de Desenvolvimento do Milênio da Secretaria Geral da Presidência da República e do PNUD, e também já havia sido agraciado com o prêmio ODM Minas – 1ª Edição em março desse ano. A agricultora familiar e beneficiária do projeto, Renata Vilete, recebeu das mãos da presidenta Dilma Roussef o troféu ODM Brasil, em nome do Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata.
Em vista da premiação do projeto, o Ministro Conselheiro da União Europeia, o senhor Gerôme Poussielgue, convidou a equipe do projeto Mulheres e Agroecologia em Rede para um almoço de congratulações. Na oportunidade o ministro Gerôme pode conhecer a equipe e conversar com umas das beneficiárias, que aproveitou apara relatar as transformações que o projeto tem proporcionado em sua vida. “A iniciativa do projeto tem sido muito importante em minha vida e na de muitas outras mulheres, pela conquista de autonomia, pela ocupação dos espaços políticos e pelo desenvolvimento da agroecologia nos territórios, que tem permitido a geração de renda e a nossa permanência no meio rural”.
O Projeto Mulheres e Agroecologia em Rede é uma parceria do CTA/ZM com o Grupo de Trabalhos de Mulheres da Articulação Nacional de Agroecologia, com o Movimento de Mulheres da Zona da Mata e Leste de Minas, com a Rede de Mulheres Empreendedoras Rurais da Amazônia, com a Rede de Mulheres Produtoras do Nordeste, com o Movimento de Mulheres Camponesas, com o Grupo de Trabalho em Gênero e Agroecologia e com a ONG Capina. É financiado pela União Europeia com apoio da Action Aid Brasil, Pão Para o Mundo, Oxfam, Petrobras e Fundo Socioambiental da Caixa Econômica Federal.

CTA-ZM RECEBE PRÊMIO DAS MÃOS DA PRESIDENTA DILMA ROUSSEFF

Entre os dias 21 e 23 de maio, o Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata (CTA-ZM), através do Projeto Mulheres e Agroecologia em Rede, esteve presente no evento Arena da Participação Social, em Brasília, para discussões sobre os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, a construção da Agenda Pós-2015 e o II Seminário Internacional do Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil.




Para Elisabeth Maria Cardoso, coordenadora do Projeto Mulheres e Agroecologia em Rede, o evento foi uma grande oportunidade de dar visibilidade ao projeto e, ao mesmo tempo, conhecer as outras práticas finalistas.
Durante o evento, o projeto Mulheres e Agroecologia em Rede, que já havia sido agraciado com o prêmio ODM Minas – 1ª Edição em março desse ano, recebeu  o troféu da 5ª Edição do Prêmio ODM Brasil: Objetivos de Desenvolvimento do Milênio da Secretaria Geral da Presidência da República e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento ( PNUD).
O Prêmio ODM Brasil, iniciativa pioneira no mundo, incentiva ações, programas e projetos que contribuem efetivamente para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. Os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) foram definidos pela Organização das Nações Unidas (ONU), no ano de 2000, com a intenção de tornar o mundo melhor e mais justo até 2015.
A agricultora familiar e beneficiária do projeto, Renata Vilete, recebeu das mãos da presidenta Dilma Roussef o troféu ODM Brasil, em nome do Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata.
Renata afirma que a iniciativa do projeto tem sido muito importante em sua vida e na de muitas outras mulheres “pela conquista de autonomia, pela ocupação dos espaços políticos e pelo desenvolvimento da agroecologia nos territórios, que tem permitido a geração de renda e a nossa permanência no meio rural”.

Em seu discurso, a presidenta Dilma Rousseff enfatizou que, “celebrar a participação da sociedade é celebrar a democracia, é celebrar as transformações profundas. Além disso, é celebrar a única condição de mudar este país.”. A presidenta também destacou a importância do papel das Organizações Não Governamentais na parceria pela participação social. Ela fez um balanço dos ODMs e enfatizou o combate à fome e o programa Brasil Sem Miséria. “Eu tenho muito orgulho dos ODMs, nós cumprimos muito mais do que a meta, não por conta de um padrão, que é importante, mas porque fomos além, contamos com a participação do povo”. O Projeto Mulheres e Agroecologia em Rede é uma parceria do CTA/ZM com o Grupo de Trabalhos de Mulheres da Articulação Nacional de Agroecologia, com o Movimento de Mulheres da Zona da Mata e Leste de Minas, com a Rede de Mulheres Empreendedoras Rurais da Amazônia, com a Rede de Mulheres Produtoras do Nordeste, com o Movimento de Mulheres Camponesas, com o Grupo de Trabalho em Gênero e Agroecologia e com a ONG Capina. É financiado pela União Européia com apoio da Action Aid Brasil, Pão Para o Mundo, Oxfam, Petrobras e Fundo Socioambiental da Caixa Econômica Federal.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Segunda turma de mulheres conclui terceiro módulo do PFFA

O Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata sediou, nos dias 24 e 25 de abril, o terceiro módulo do Programa de Formação em Feminismo e Agroecologia (PFFA), com a turma de mulheres das cidades de Divino, Orizânia, Espera Feliz e Caparaó. Com o tema ‘’Economia Solidária, Economia Feminista e Políticas Públicas’’, o projeto Mulheres e Agroecologia em Rede ofereceu, durante os dois dias, atividades de capacitação às mulheres.
            O Supermercado Compre Mais, uma das dinâmicas da programação, dividia as mulheres em grupos de acordo com o número de pessoas de cada família e promovia a compra coletiva em um mercado semelhante aos convencionais. Após irem as compras, as mulheres receberam orientações da nutricionista Regina Oliveira  que deu dicas para uma alimentação mais saudável e equilibrada de acordo com as compras realizadas.
            O Roda Viva, outra atividade do Programa de Formação, contou com a participação da nutricionista Silvia Priori e Paulo Júnior, integrante do Projeto Cooperar,  que debateram questões sobre políticas públicas. Os Programas Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e de Aquisição de Alimentos (PAA) também entraram em pauta, sendo discutidas, durante o debate, as estratégias e leis que regulamentam a agricultura familiar.
            Na última atividade, realizada na sexta à tarde, as mulheres foram levadas para a sede da ‘’Rede Raízes da Mata’’, onde receberam instruções e tiraram dúvidas sobre o escoamento da produção rural. A estudante de Economia e integrante da Rede, Anajá de Oliveira, em conversa com a turma, ressaltou a importância da divulgação das alternativas aos mercados convencionais como forma de fortalecer a agricultura familiar: ‘’Por meio do intercâmbio, os produtores se sentem contemplados e compram a ideia da Rede porque passam a confiar no trabalho desenvolvido’’.
A produtora rural Quitéria Ramos, de Espera Feliz, participou do Programa de Formação pela primeira vez e ficou impressionada com a quantidade de ensinamentos que foram acumulados em apenas dois dias. Segundo ela, a visita à Rede foi especialmente marcante, pois ‘’foi uma forma de nos ajudar a conhecer mais sobre as técnicas e possibilidades de escoar a nossa produção, o que é uma dificuldade pra nós hoje em dia’’. Quitéria ressalta que irá voltar pra casa com a missão de levar também às mulheres de sua cidade tudo o que foi aprendido durante o programa.
Técnica  do Projeto  Mulheres e Agroecologia em Rede, Priscila Ladeira chama a atenção para o número de mulheres novas que participaram desse módulo do Programa de Formação e que estão engajadas em grupos de mulheres de suas respectivas cidades: ‘’Existem mulheres com esse desejo de se organizarem e o nosso papel é descobri-las e articulá-las para que possam alcançar o seus objetivos’’.

A agricultora Neiva Célia, de Orizânia, destaca como principal ponto positivo do Programa o incentivo dado às mulheres para que essas possam lutar por autonomia: ‘’Nós temos que defender os nossos direitos, encontramos dificuldade para isso, para chamar todas as mulheres e nos unir, mas é um esforço que vai valer a pena, o trabalho e a luta tem de ser coletivos’’. 









quarta-feira, 9 de abril de 2014

Primeira turma de mulheres conclui Terceiro Módulo do PFFA

O Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata sediou, nos dias 3, 4 e 5 de abril, o terceiro módulo do Programa de Formação em Feminismo e Agroecologia (PFFA), cujo tema foi Economia Solidária, Economia Feminista e Políticas Públicas. A primeira turma do Programa, composta por mulheres das cidades de Santana de Manhuaçu e Simonésia, participou de diversas atividades de capacitação durante os três dias do evento.
O Roda Viva, uma das atividades desenvolvidas pelo projeto, promoveu um debate sobre Vigilância Sanitária e Economia Feminista e Solidária, com a participação das economistas domésticas Karina e  Vera Fialho da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (EMATER- MG). Para a coordenadora do projeto Mulheres e Agroecologia em Rede, Elisabeth Maria Cardoso, a atividade foi uma oportunidade de debater os temas com especialistas da área, além de permitir que as participantes criem um espaço de discussão bastante produtivo.
A produtora rural Eliane Magalhães, de Santana de Manhuaçu, considerou o Roda Viva como a chance para tirar dúvidas e colher informações que serão úteis no futuro: ‘’Temos um grupo de mulheres e queremos construir, em breve, uma padaria, e como a gente tem muita dúvida nessa questão da vigilância sanitária, o encontro foi muito importante pra nós’’.
Outra atividade bastante elogiada pelas participantes foi a visita feita ao projeto Rede Raízes da Mata. Criado com o objetivo de ampliar e consolidar a Rede Agroecológica de Prosumidores Raízes da Mata, a iniciativa busca elevar a renda dos agricultores da região, criando mecanismos para que estes possam escoar a sua produção com mais facilidade.
A integrante do projeto, Érica Monteiro, afirma que a Rede tem cumprido o seu papel uma vez que ‘’dá visibilidade aos produtos e impede que haja perda de alimentos, uma vez que o produtor fornece a quantidade pedida sabendo que ela será comercializada’’. Durante o encontro, as mulheres puderam conferir de perto a estrutura da Raízes da Mata, além de tirar dúvidas sobre suas respectivas produções.
A programação do PFFA também contou com oficinas de dramatização, de preenchimento da caderneta agroecológica, e também do mapa da propriedade, atividades que contemplaram os temas de maneira dinâmica e interativa, aliando também noções de consumo consciente, segurança alimentar e comercialização.

A Diretora do Departamento das Mulheres de Simonésia, Sônia Teodora, classifica o Programa, como uma oportunidade única de aprendizado: ‘’É uma forma de aprendizado completo, que eu posso levar também pras mulheres do meu sindicato. É uma oportunidade de a gente estar crescendo. Acumular conhecimento faz com que a gente possa pôr em prática e também levá-lo para outras pessoas’’.

terça-feira, 8 de abril de 2014

CTA recebe reunião do MMZML

O Centro de Tecnologias Alternativas recebeu, nos dias 7 e 8, a reunião do Movimento de Mulheres da Zona da Mata e Leste de Minas. Realizada a cada dois meses, essa edição teve como objetivo discutir a organização do Movimento, contando com a participação de 30 mulheres vindas de 16 cidades da região.
A reunião promoveu a Oficina de Agroecologia, ministrada pela professora do Departamento de Solos da Universidade Federal de Viçosa, Irene Maria Cardoso. Segundo a professora, o encontro foi fundamental para a construção do conhecimento agroecológico entre as mulheres: ‘’É sempre importante estar acumulando aprendizado e trocando informações com as agricultoras, também por meio de pesquisas e estudos. É dessa forma que se contribui para uma vida saudável, respeitando o meio ambiente’’.

Além da oficina, o encontro também estimulou o debate sobre questões relevantes do dia-a-dia das mulheres. A coordenadora do sindicato de Simonésia Sônia Aparecida, destacou a importância da participação de novas agricultoras, e também propôs, que os próximos encontros sejam realizados nos municípios onde as mulheres residem. Ela também destacou a necessidade de que as mulheres do MMZML ocupem espaços políticos dentro dos sindicatos, no intuito de que essas mulheres estimulem e gerenciem atividades exclusivamente voltadas ao gênero feminino.



quarta-feira, 2 de abril de 2014

PFFA Inicia Terceiro Módulo esta semana

O Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata, através do projeto Mulheres e Agroecologia em Rede sediará o terceiro módulo do Programa de Formação Feminismo e Agroecologia entre os meses de abril e maio deste ano.  A primeira turma já começa nesta semana as atividades do Programa.  Durante três dias  (de 03 a 05 de abril) mulheres das regiões de Simonésia e Santana de Manhuaçu participarão da última etapa do Programa que terá também a cerimônia de formatura e entrega do diploma das mesmas.
Segundo Dora Feital, uma das cordenadoras do PFFA, as atividades têm como intenção maior “capacitar as mulheres em alguns temas que darão ferramentas para que elas atuem nos espaços públicos e, principalmente, nas associações das quais elas fazem parte”.

O terceiro módulo do PFFA acontecerá no p

róprio CTA entre os dias 03 e 05 de abril.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

5º Encontro do MMZML discute planejamento do Movimento


Nos dias 20 e 21 de fevereiro o CTA foi a casa do 5° Encontro do Movimento de Mulheres da Zona da Mata e Leste Mineiro (MMZML).  As participantes chegaram logo cedo ao Sítio Alfa e se encontravam animadas para as atividades do dia.

Convidada a conduzir o encontro, Bia Rozenberg, trouxe às participantes a técnica chamada Dragon Dreaming (Sonho do Dragão), “criada para transformar seus sonhos em realidade”.
 O encontro deste mês visava auxiliar no planejamento do Movimento e trazer à tona as necessidades que as mulheres participantes têm percebido ao longo do tempo.


Estiveram presentes 23 mulheres vindas de 16 municípios da Zona da Mata e Leste de Minas. Sobre a importância do movimento, a opinião era unânime: “É muita coisa que  a gente aprende participando aqui, inclusive que a gente tem valor e o que a gente faz na roça também. Isso é importante”, resumiu Dona Mary.