domingo, 8 de março de 2015

Dia Internacional da Mulher, Dia de Luta!

  No início do século XX, enquanto o mundo se via próximo à sua Primeira Guerra Mundial, um grupo de mulheres se reuniu a fim de protestar contra as más condições de trabalho nas fábricas e a desigualdade de salários entre gêneros. Essa ação ocorreu em 1917, há quase 100 anos. Alguns dizem que por causa desta marcha organizada pelas trabalhadoras, a Revolução Russa (que marca o início do Socialismo e a futura criação da União Soviética) teve seu início. Não foi a primeira vez que mulheres se organizaram ao redor do mundo para reivindicarem pelos seus direitos e pela igualdade de gênero. Há registros de ações semelhantes a esta nos Estados Unidos, na França, na Suécia e ao redor da Europa.

  A luta pela igualdade de gênero e pela valorização justa da mulher na sociedade sempre esteve presente nos movimentos sociais, sindicatos e organizações pelos direitos igualitários. Mas toda essa luta não teve representantes só nas cidades. As mulheres rurais também deixaram sua marca na história e continuam buscando a igualdade de direitos entre gêneros até os dias atuais.  Em 1980 o Brasil teve um crescente no número de organizações de mulheres rurais. Em 1995 foi criada a Articulação Nacional de Mulheres Trabalhadoras Rurais, uma junção das representantes de vários grupos como Sindicatos dos Trabalhadores Rurais, MAB (Movimentos dos Atingidos por Barreiras), MST (Movimento dos Sem Terra), entre outros. Em 2003 o movimento se consolidou com o nome de Movimento de Mulheres Camponesas.

  
A luta das mulheres camponesas, das mulheres  trabalhadoras tem extrema importância para todos nós. Hoje, podemos votar, trabalhar no emprego que desejamos, podemos ter voz. Mas há muito a ser conquistado, muitas lutas ainda terão de ser travadas. A comemoração do Dia Internacional da Mulher, se apresenta, além de tudo, como um lembrete para nós, mulheres ao redor do mundo. Não podemos nos esquecer da nossa força, dos nossos direitos e de todas as irmãs que ainda são subjugadas,  sofrem preconceitos, violências e são desvalorizadas em casa, no trabalho, no campo, na cidade pelo simples fato de serem mulheres.
  Segundo o Ministério do Desenvolvimento Agrário, 42% das mulheres rurais são responsáveis pela contribuição monetária em suas casas.  Levando em consideração os dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 49% dos trabalhadores rurais de todo os país são do sexo feminino.  No Brasil, no período de 30 anos, a população economicamente ativa (responsável por movimentar a economia nacional), teve um aumento na participação feminina de 29% para 40%.
  Muito tem sido feito para que as mulheres sejam valorizadas devidamente e encontrem seus espaços no mercado de trabalho; mas ainda assim, a luta deve ser contínua e firme, para que mais e mais pessoas percebam que uma sociedade igualitária é a chave para o crescimento do mundo. Parabéns, mãe, trabalhadora, estudante, militante, parabéns mulher!




quarta-feira, 4 de março de 2015

Comunidade Córrego do Meio busca reconhecimento quilombola

Cerca de 80 pessoas da Comunidade Córrego do Meio, de Airões – distrito de Viçosa –, se reuniram para uma Assembleia Geral neste sábado (28/02), no Casebre Cultural e Ponto de Memória da zona rural. A atividade aconteceu em andamento ao processo de reconhecimento do povoado como quilombola.

Preparando-se para a visita da Fundação Cultural Palmares (organismo que avalia e certifica os quilombos), foram convidadas para o evento as mais de 50 famílias registradas no documento do pedido de reconhecimento. “Cadastramos aqueles que se declararam negros e que foram nascidos aqui, que tiveram o vovô e a vovó, bisavós, todos nascidos nessa terra”, explicou Antônio Matias Celestino (65), o popular Mestre-boi da Banda de Congo José Lúcio Rocha, e líder da comunidade. E completou: “Ser considerado no papel aquilo que a gente já é vai ajudar muito. Vai facilitar para termos acessos a programas como o ‘Minha casa, minha vida’, o ‘Bolsa Família’ e temos a esperança de chegar outras coisas por aqui, como umas aulas de cursinho, um mini posto policial, um posto de saúde”.

Os benefícios da certificação quilombola extrapolam o acesso às políticas públicas, trazendo valorização aos bens produzidos pelos moradores do local. “A gente planta pimenta aqui e dois litros de pimenta é só R$ 2,50, trabalhamos demais para receber esse pouquinho. Então, com o reconhecimento quilombola esperamos que as coisas melhorem, que o nosso trabalho seja mais valorizado”, declarou a produtora rural e beneficiária do Projeto Mulheres e Agroecologia em Rede do Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata (CTA), Maria de Lourdes Mateus.

Durante o dia diversas atividades foram realizadas para estimular os membros do Córrego do Meio a discutir o que é ser negro, a reconhecer-se como quilombola. Uma roda de conversa, liderada pelos mais idosos, com histórias da origem da comunidade deu início à programação. No fim da manhã foram divulgados o rei e a rainha do Congado para o ano de 2016 e depois todos almoçaram no quintal do casebre. Com os copinhos de doce de mamão e canjica, ainda em mãos, já ressoavam os tambores e uma dinâmica de roda musical abriu as atividades do período da tarde. Fez parte do evento, a apresentação da Charola do município de São Geraldo, uma tradicional procissão cantada que leva o andor com a imagem do Senhor dos Passos pelas casas da Zona da Mata mineira.

Pedro Antônio da Gama Catarino, o famoso “Seu Pedrinho”, da comunidade de remanescentes de quilombo do bairro de Fátima, do município de Ponte Nova, participou do evento e dividiu as experiências vividas na luta pelo autorreconhecimento do seu quilombo, certificado em 2007. Seu Pedrinho comentou que existem diferenças entre a comunidade dele que é urbana para a do Córrego do Meio por ser rural, mas “a certificação como quilombola vai dar novos impulsos aos projetos desse povo. Eles vão poder receber tecnologia para melhorar a qualidade do plantio, da colheita, ser capacitados tecnicamente com orientação” e aponta o caminho: “agora é preciso se organizar e conseguir o reconhecimento”.

Já começava a escurecer quando ocorreu a sistematização das discussões do dia de trabalho e diversos membros foram partilhando suas histórias de vida e seu orgulho de ser negro. Atividades culturais encerraram o sábado de assembleia em Córrego do Meio. A comunidade fará uma reunião no próximo dia 14 de março e espera-se a visita da comissão de avaliação da Fundação Cultural Palmares até o final do mês. 

Mulheres se organizam por direitos no campo em Minas Gerais


Lideranças de mais de 15 redes e movimentos sociais que representam as mulheres camponesas, agricultoras familiares, agricultoras urbanas e periurbanas, e quilombolas se reuniram entre os dias 5 e 6/02, no sítio da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Minas Gerais (FETAEMG), em Belo Horizonte. O objetivo do encontro foi retomar um processo de articulação das mulheres mineiras para a construção de uma pauta unificada e uma agenda de lutas no estado.

Siumara Oliveira, militante do MST e articuladora do Projeto “As mulheres rurais e a agroecologia na Região Sudeste: tecnologia para autonomia econômica, segurança alimentar e conservação da biodiversidade” em Minas Gerais, explica que a retomada do diálogo entre as organizações e movimentos sociais é indispensável para potencializar a luta por direitos e a superação dos problemas que afetam a vida das mulheres. “Enfrentamento à violência contra a mulher, reforma agrária e acesso a terra, combate à mineração, agrotóxicos e agronegócio, denúncia do patriarcado, construção e garantia de acesso às políticas públicas, valorização do trabalho, autonomia das mulheres, saúde e justiça são temas centrais na unificação da pauta”, destaca Siumara.
A integrante do GT Gênero e Agroecologia e militante da Marcha Mundial das Mulheres, Liliam Telles, aponta que, em Minas Gerais, há uma retomada e aprofundamento dos processos de auto-organização das mulheres nas regiões ao mesmo tempo em que os enfrentamentos às diferentes expressões do agronegócio se multiplicam. Neste cenário, “é fundamental construir o diálogo e unificar as pautas para dar visibilidade à luta das mulheres e influenciar as políticas públicas e seus espaços de controle social”. A militante cita, por exemplo, a necessidade de incidir sobre a revisão do Plano Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável, de forma a incorporar demandas concretas das mulheres para a superação das desigualdades de gênero no campo. Além da urgência de estabelecer o diálogo com o governo estadual para pautar a criação de um organismo específico de políticas para as mulheres, que integre as ações de desenvolvimento social e inclusão produtiva, visando construir as bases para a autonomia pessoal, política e econômica das mulheres no estado. 
A execução de ações conjuntas a curto, médio e longo prazo foi planejada pelas representantes, a fim de manter uma mobilização contínua das mulheres. Estão previstas a participação em atividades a nível regional e nacional, com estratégias para o fortalecimento da 4ª Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres no norte de Minas, da participação das mulheres no Encontro Mineiro dos Movimentos Sociais e na Marcha das Margaridas, que acontecerão ao longo do ano. Também foram construídas propostas para fortalecer a participação das mulheres nos cursos de formação, seminários e feiras da economia solidária e feminista no estado.
            Participaram da reunião integrantes da Articulação Metropolitana de Agricultura Urbana (AMAU), Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas (CAA), Centro de Agricultura Alternativa Vicente Nica (CAV), Centro Agroecológico Tamanduá (CAT), Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata (CTA), Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Minas Gerais (Fetaemg), Federação das Comunidades Quilombolas de Minas Gerais (N'GOLO), GT Gênero e Agroecologia da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), Marcha Mundial da Mulheres (MMM), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Movimento de Mulheres Camponesas (MMC), Movimento de Mulheres da Zona da Mata e Leste de Minas Gerais (MMZML), Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Movimento Negro, Movimento GRAAL, Rede de Intercâmbio de Tecnologias Alternativas da Região Metropolitana de Belo Horizonte e Sindicato dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Sintraf).

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

CTA e Unicafes planejam ações conjuntas voltadas para mulheres

Representantes do projeto Mulheres e Agroecologia em Rede e das Secretarias Estaduais de Gênero, Geração e Formação da União Nacional de Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes) se reuniram na última terça-feira (24/02), no Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata (CTA). O objetivo do encontro foi estabelecer parcerias entre as entidades para fortalecer as ações específicas com mulheres na Zona da Mata e Leste de Minas Gerais.

Assessora de Gênero, Isabela Pasini, explica que a Unicafes é formada por cooperativas de crédito, de produção e comercialização e que o trabalho de gênero será focado nas demandas que as próprias mulheres têm apresentado na região. Ampliar espaços de comercialização e acesso às políticas públicas, fortalecer o reconhecimento das mulheres como produtoras de alimentos e a inovação de produtos, incentivar a formalização dos grupos produtivos, contribuindo no planejamento e na melhoria da estrutura de produção, e oferecer oficinas temáticas são algumas das necessidades levantadas.


O CTA atua há 27 na Zona da Mata e desde 2000 vem se empenhando em ações específicas para mulheres. Além de fortalecer o Movimento de Mulheres, estão sendo executados os projetos "Mulheres e Agroecologia em Rede", o Ater Agroecologia, o projeto Ecoforte, entre outras iniciativas voltadas para o público misto, que contribuem para a promoção da agroecologia e da igualdade de gênero nos territórios. A expectativa é que a parceria entre as organizações potencialize os trabalhos da Unicafes e do CTA e resulte em ganhos concretos para as mulheres da Zona da Mata e do Leste de Minas.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Movimento de Mulheres da Zona da Mata e Leste de Minas planeja ações para 2015

O Movimento de Mulheres da Zona da Mata e Leste de Minas Gerais (MMZML), articulação regional que reúne 15 municípios, se reuniu ontem e hoje (10 e 11/02), no Centro de Tecnologias Alternativas (CTA). Mais de 20 mulheres representaram suas comunidades no primeiro encontro de 2015, que teve como objetivo o planejamento estratégico das ações do movimento para todo o ano.


A agricultora Maria de Fátima Vieira Calinçani (54) volta para o município dela, Santa Margarida, cheia de vontade de repassar o que aprendeu. “Eu gosto demais de vir aqui, já é o segundo ano seguido que eu venho ao CTA. As atividades que a gente faz e aprende ajudam muito a conseguir ensinar outras mulheres lá da comunidade”,  conta a margaridense.
Buscando fortalecer a articulação regional e as comissões de mulheres nos municípios, o número de coordenadoras para três sub-regiões foi ampliado, agrupando as cidades mais próximas. A primeira sub-região engloba Acaiaca, Araponga, Diogo de Vasconcelos, Ervália, Guidoval, Paula Cândido, Viçosa e Visconde do Rio Branco, sendo coordenada por Maria Irani. A segunda terá a coordenação da agricultora Renata Amorim e abarca as cidades de Caparaó, Divino, Espera Feliz e Orizânia. A agricultora Sônia Aparecida representa o terceiro grupo de municípios: Santana do Manhuaçu, Santa Margarida e Simonésia.   

A trabalhadora rural Solange Borges Peron (38) da Comunidade de Fátima, em Espera Feliz, considerou muito proveitosa a oportunidade de estar em contato com as lideranças do MMZML. Para ela esse “é um momento muito importante porque a gente pode trazer as propostas de lá da nossa comunidade e discutir com as companheiras de vários outros municípios que também dividem suas lutas e anseios nos muitos debates que temos aqui. Esse momento é de muita reflexão, de colocar os pontos positivos e negativos dos nossos sindicatos e comunidades para fortalecer o nosso Movimento de Mulheres”.
Dentre os assuntos debatidos, foi programada a agenda de participação das mulheres em eventos de abrangência estadual e nacional, como a Marcha das Margaridas, a Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres, o Encontro Mineiro dos Movimentos Sociais, e os atos e celebrações do Dia Internacional da Mulher. Também foram apresentados os projetos aprovados que beneficiarão as agricultoras participantes do Movimento de Mulheres. São eles: o EcoForte, a Assistência Técnica e Extensão Rural ATER-Agroecologia e o Cáritas do Fundo Nacional de Solidariedade.


Também fizeram parte da programação: uma oficina com receita e degustação de acarajé, facilitada pela baiana e voluntária do CTA, Claudemira Costa Luz; apresentação de alguns resultados da pesquisa feita nos quintais agroecológicos manejados por mulheres, a partir da Caderneta Agroecológica; e uma atividade de capacitação do Teatro do Oprimido, na modalidade do Teatro Fórum, que motiva a discussão e a participação das mulheres na cena, mostrando que todas são artistas, criadoras e transformadoras do seu dia-a-dia. Além de uma atividade cultural comemorativa. 

Para uma das organizadoras do evento, Priscila Ladeira, o saldo do encontro é positivo, ainda com a ausência de alguns municípios. “A participação foi boa, tivemos um espaço importante para a ampliação e fortalecimento do Movimento. Também conseguimos olhar de forma especial para os municípios que não vêm participando e traçar estratégias para chegar até eles”, conclui a técnica do CTA.




Coordenadora do Mulheres e Agroecologia em Rede se reúne com o ministro do Desenvolvimento Agrário

A coordenadora do projeto "Mulheres e Agroecologia em Rede" do Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata (CTA), Beth Cardoso, participou de uma reunião com o ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias, no dia 5 de fevereiro. Na oportunidade, a Articulação Nacional de Agroecologia (ANA) entregou o relatório “Cuidar da terra, alimentar a saúde e cultivar o futuro”, elaborado coletivamente por mais de dois mil participantes de movimentos sociais do Brasil durante o III Encontro Nacional de Agroecologia.
Em uma proposta de diálogo permanente, o ministro conheceu as demandas dos movimentos sociais para o desenvolvimento da agricultura familiar e sinalizou medidas para avançar no cumprimento. Em matéria do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias afirma que “a ideia é que, futuramente, façamos um fórum, com um espaço bem amplo para discussões sobre os assuntos pertinentes à agricultura familiar, estabelecendo um cronograma mínimo de ação”.
No documento apresentado a Patrus, a agroecologia é defendida como a alternativa para vários desafios que a sociedade vem enfrentando, como a superação da miséria, a concretização dos anseios da população por uma alimentação saudável, a saúde coletiva, a conservação dos bens naturais e das paisagens rurais, a preservação do patrimônio cultural, a geração de trabalho associado com distribuição de renda, as relações de igualdade entre homens e mulheres e oportunidades para jovens ao pleno exercício da cidadania política e econômica e, finalmente, o desenvolvimento de uma cultura de paz.
O relatório traz ainda as conquistas e desafios vividos pelas agricultoras e agricultores familiares, camponeses, povos indígenas e comunidades tradicionais, responsáveis pela produção de 70% dos alimentos consumidos no país. Beth Cardoso reafirmou a necessidade de os governos estaduais e federal atuarem com políticas públicas, linhas de crédito específicas e serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) voltados para o público feminino: “As mulheres ainda vivem em situação de desigualdade, em especial as do campo. É preciso que todos estejam atentos a isso”. 
Mais informações podem ser conferidas na matéria produzida pela TV do Ministério de Desenvolvimento Agrário:




quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Terceiro módulo do PFFA é realizado no nordeste

O Programa de Formação Feminismo e Agroecologia (PFFA) teve seu terceiro módulo realizado no Centro de Formação, Capacitação e Pesquisa Frei Humberto, em Fortaleza – CE. Entre os dias 28, 29 e 30 de janeiro, 34 mulheres de seis estados nordestinos (Piauí, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Cerará e Bahia) fizeram a formação sobre os temas: Economia Solidária, Economia Feminista e Políticas Públicas.

O encontro teve seu início com abordagens sobre economia solidária e consumo consciente. Utilizando metodologias de educação popular, foi mostrada a importância de se observar os produtos consumidos, e as mulheres da rede verificaram se tais produtos atendiam suas necessidades e se eram de qualidade. Posteriormente, na atividade do intercâmbio, elas visitaram a BUDEGAMA, um espaço de produção e comercialização da Associação das Mulheres em Ação (AMA) que trabalha com produção coletiva, economia solidária e fundo rotativo.


Também foi realizada a Roda Viva, uma dinâmica de discussão mais abrangente onde se tratou de vários outros temas como: acesso às políticas públicas, agroecologia como modelo de sustentabilidade e segurança alimentar. Por meio de uma encenação teatral, foram apresentados os resultados da Caderneta Agroecológica. Ainda houve uma confraternização na noite cultural e as mulheres se emocionaram ao receber o certificado de conclusão das formações do PFFA.